Cupido

Deus do amor, entre os romanos, equivalente a Eros, o mais belo dos deuses gregos, e com as mesmas características. Cupido era filho de Mercúrio, deus mensageiro, e de Vênus, a deusa da beleza e do amor, que nascera da espuma do mar. Muitas vezes representada saindo das ondas, à semelhança de Iemanjá. Corresponde à deusa Afrodite, na mitologia grega. Célebre é a estátua da Vênus de Milo, encontrada na ilha grega de Milo, em 1820. Faltam-lhe os braços. Pode ser vista no Museu do Louvre.

Júpiter, prevendo as confusões que o deus sedutor, Cupido, iria aprontar desde que viera ao mundo, ordenou a Vênus que se desfizesse dele, fazendo-o desaparecer. A deusa, então, ocultou-o num bosque onde seria amamentado por leoas. Quando se sentiu independente, passou a confeccionar setas de cipreste. Treinando sua pontaria, adestrou-se na arte de fazer os homens vítimas de seus dardos certeiros.

Cupido é representado num garotinho alado, como se fosse um anjo, carregando flecha e arco retesado, e uma aljava, cabelos dourados e encaracolados. Quanto à flecha, Ésquilo, o criador da tragédia grega em sua forma definitiva, usa, para significar as flechas, a seguinte metáfora: “serpentes sibilantes de asas brancas”.

Cupido tornou-se a personificação do amor. O nome significa também, por extensão, galanteador. Canta Luís de Camões, em Os Lusíadas: “O frecheiro (Cupido), que contra o céu se atreve, / A recebê-la vem, ledo e contente, / Vêm todos os cupidos servidores, / Beijar a mão à Deusa dos amores.” Também de Camões, em Rimas: “Destarte o coração, que livre andava, / …. / onde menos temia, foi ferido. // Porque o Frecheiro cego me esperava, / …. / em vossos claros olhos escondido”. Cupido é associado ao Dia dos Namorados atingidos pela seta do amor. Dia que comemoramos, até hoje, minha esposa e eu, após décadas de casamento. Pelo futurista Grafitti “Passam o meu e o seu nomes ligados / Por uma seta de Cupido, filho de Afrodite”.

Minha primeira crônica neste Blog

Estou estreando…

Um dia desses, meu filho, que mora no exterior, entrou em contato comigo e me perguntou se eu não queria usar um blog. Respondi que ia pensar, mas quase de imediato respondi que sim. Aí, então, ele mesmo criou este blog, com inúmeras possibilidades  de registros. Vai, aqui, pois, o agradecimento ao Maurício, de quem partiu a ideia e a feitura online.